PEDRO DA SILVA NAVA

PATRONO
cadeira 1

Pedro da Silva Nava (Juiz de Fora, 5 de junho de 1903 – Rio de Janeiro, 15 de maio de 1984) foi um médico e escritor brasileiro.

Formou-se em Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais em 1927 e participou da geração modernista de Belo Horizonte. Médico, foi dos poucos não-juristas a assinar o Manifesto dos Mineiros.

Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia cinco de junho de 1903, Pedro da Silva Nava era filho do médico cearense José Pedro da Silva Nava com a mineira Diva Mariana Jaguaribe Nava.

Pedro Nava ingressou na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte(hoje Universidade Federal de Minas Gerais) em 1921 e logo se enveredou para os estudos de Anatomia Humana, o que mais adiante seria percebido como uma chave mestra de compreensão entre as inspirações médicas e literárias de Pedro Nava. Era a área da medicina que mais o encantava.

Em 1928 se formou, mas já atuava em cargos públicos nos setores de Saúde em Belo Horizonte. O círculo familiar e afetivo da Nava teve boas influências tanto na sua vida intelectual, quanto na medicinal. Por ter sido filho de médico e parente de pessoas influentes nas cidades onde morou, sempre esteve em bons cargos públicos da área de saúde. Dentre os feitos da sua carreira como médico, Nava foi membro da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia, foi livre docente em Clínica Médica na Universidade do Brasil, diretor do Hospital Carlos Chagas, dentre outros feitos. Foi designado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para estudar, na Europa, a organização de clínicas reumatológicas. A escrita das Memórias ocorreu após a aposentadoria do médico no Serviço Público, em 1969; o autor, entretanto, permaneceu atendendo em seu consultório particular até 1983. O abandono da atividade médica deveu-se ao início de surdez, fazendo com que Nava se debruçasse de vez na literatura.

Suas páginas sobre a medicina são das maiores da literatura brasileira. A Belo Horizonte dos anos vinte e o Rio Antigo aparecem em suas narrativas como uma força poética e uma profundidade observacional que muitas vezes se transformam em pura poesia, levando o leitor a um mundo mágico. Segundo Carlos Drummond de Andrade, “possuía essa capacidade meio demoníaca, meio angélica, de transformar em palavras o mundo feito de acontecimentos.” Nava também possuía grande talento de pintor, e só não o foi profissionalmente por opção.

Ocupantes

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SWAMI JOSÉ GUIMARÃES
CADEIRA 1
Emérito
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IBSEN BELINI COIMBRA
CADEIRA 1
Titular