PINACOTECA ABR
Mario Newton Leitão de Azevedo
Raimundo Nonato Ramos Mendonça.
Principais pintores modernistas pernambucanos
A pintura modernista pernambucana reúne artistas que renovaram a arte brasileira a partir de diferentes relações com a geometria, a figura humana, a cultura popular e a identidade regional. Entre os nomes centrais estão Cícero Dias, Vicente do Rego Monteiro e Lula Cardoso Ayres.

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Vicente do Rego Monteiro (1899–1970). A Crucificação.
Nascido no Recife, destacou-se pela geometrização das figuras, pela síntese formal e pela influência de referências indígenas, clássicas e europeias. Foi um dos pioneiros do modernismo brasileiro.

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Cícero Dias (1907–2003). Olinda e Recife.
Nascido em Escada, desenvolveu uma pintura inicialmente figurativa, marcada por memórias da infância, imaginação e referências nordestinas. Posteriormente, aproximou-se da abstração.

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Lula Cardoso Ayres (1910–1987). Trabalhadores no Eito.
Representou festas populares, maracatu, bumba meu boi, trabalhadores e paisagens ligadas aos engenhos. Sua linguagem combina observação social, estilização figurativa e experimentação formal.

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Francisco Brennand (1927–2019). Homem e os Cajus.
Embora conhecido sobretudo pela cerâmica e escultura, também produziu pinturas e desenhos de caráter simbólico, com figuras mitológicas e formas orgânicas.

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Reynaldo Fonseca (1925–2019). Mulher de Perfil.
Desenvolveu uma pintura figurativa centrada na figura humana, nos retratos e nas cenas intimistas, com desenho preciso e atmosfera contemplativa.

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Wellington Virgolino (1929–1988). Sem Nome.
Ligado à renovação das artes plásticas pernambucanas, trabalhou com figuras estilizadas, cores expressivas e temas figurativos.

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Ladjane Bandeira (1927–1999). Sem Nome.
Pintora, desenhista e artista gráfica, participou do ambiente de renovação artística do Recife.

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José Cláudio da Silva (1932–2023). Bar do Chimbaril.
Pintor e desenhista ligado à arte moderna pernambucana, com produção figurativa e interesse pela paisagem e pela experiência cotidiana.
Uma boa maneira de compreender o modernismo pernambucano é organizar os artistas em três vertentes: Modernismo formal: Vicente do Rego Monteiro, com a geometrização e a síntese visual; Modernismo e imaginação: Cícero Dias, com a experimentação, a memória regional e a abstração; Modernismo regionalista: Lula Cardoso Ayres, com a cultura popular, o cotidiano e as tradições pernambucanas.